Helara Branco
Levanta e sacode a poeira desse coração! Lá vai ela de novo. Em meio a tropeços e erros, tentando acertar, tentando consertar e fazer tudo do jeito correto, mas ela vai. Cai e levanta tantas vezes, que nem nota os pedaços que ficam para trás, os arranhões e as partes trincadas já não doem e nem são notadas por ela, que já traz tanto vestígio de dor e desencantamentos no olhar.




Fica comigo. Mesmo te ignorando, mesmo dizendo que não te quero e que não te suporto. Não me escute, teime, seja persistente, não me abandone. Mesmo se eu brigar, te xingar, ou implicar. Saiba que minto. Mesmo sem querer, mas minto. Apenas fique comigo.
+ Allax Garcia. (via desvingada)

Apaixone-se por alguém que… não, pera. Não se apaixone.



Nosso maior problema ainda é achar que a felicidade pertence aos outros, que não somos dignos o bastante disso.

É tudo uma questão de tempo. Uma hora essa tristeza passa.
+ Mark Hr.  (via querido—john)

Vou te confessar agora uma mania de criança, nada grandioso, mas hoje faz sentido. Gostava de morder algodão. É, isso mesmo, meio bobo e infantil como o maravilhoso mundo de uma criança. Mas não era só pelo morder, era pela sinestesia, sabe? Era algo macio, que mesmo com toda rispidez do morder, não deixava ser leve e macio, tipo o amor. Antes eu brincava de morder algodão, hoje eu tenho a sensação de fazer isso sempre que te vejo. É como se pairasse sobre mim uma sensação de êxtase, é inexplicável, ou melhor, é como morder algodão. É como se alguém, bem de leve, com todo carinho, num dia frio, agasalhasse teu coração. Sabe aquele frio da manhã? Aquele onde o dia nem decidiu se permanece noite ou acorda os passarinhos? Pois bem, daí, misteriosamente duas mãos levantam teu cobertor, você sorri e afaga o rosto no travesseiro. É isso. Assim é morder algodão.
+ (via p-o-e-s-i-a-s)

Devia ter arriscado mais. E até errado mais. Ter feito o que eu queria fazer.
+ Titãs.   (via p-o-e-s-i-a-s)

Não sei se estou pronto para você. Sou do tipo: tudo ou nada. Apenas fecho os olhos e mergulho. E, sinceramente, não sei se estou pronto pra passar por tudo isso novamente. Primeiro um beijo, alguns encontros, uma aliança no dedo e quando me der conta, já tomou metade da minha vida. Outra vez. Não sei se estou pronto pra me machucar de novo. Aparentar ser forte é diferente de realmente ser.
+ A Tati me apelidou de ogrodoce, certa estava ela.  (via querido—john)

E a gente vai se afastando, deixando de ser importante e deixando de fazer falta. E a gente vai sendo esquecido, deixado de lado, vai sendo trocado.
+ Querido John. (via querido—john)

Só não deixa eu deixar de lado. Não deixa eu me arrepender, não deixa eu querer largar tudo pra trás. Não me deixa ficar como tanto faz. Porque caso eu decida não ligar mais, caso eu decida desistir, eu não volto atrás. Não tem saudade, não tem nem papo meia boca. É simples: se eu for, eu não volto mais.
+ Coutes.  (via coutes)

Escrevia a vida. Escrevia sentimentos. Escrevia tudo que sufocava por dentro. Tudo que queria falar, mais não tinha ninguém pra ouvir. Talvez até tinha, mais não se importariam. Lá escrevia amores, escrevia acontecimentos, sorrisos, lágrimas, tudo. Escrevia dores e as vezes relia isso, ouvindo uma música triste. Escrevia os livros que lia, os contos que gostava. Escrevia os finais felizes que conhecia e os que desejava pra si. Escrevia sobre os ventos que sopravam em sua janela. Sobre as portas que batiam, sobre as pessoas que já foram embora. Escrevia por quem ficou de voltar e torcia pra algumas pessoas irem embora. Escrevia a solidão, escrever se tornava sua companhia. Escrevia perdões que não tinha coragem para dar, promessas de melhorar, novas maneiras para tentar sorrir. Escrevia que tudo iria melhorar, mesmo não acreditando naquelas poucas frases que esse tema lhe rendia. Escrevia sobre anjos lindos, ninando seus sonhos, espantando os pesadelos. Escrevia sobre a vida que queria e comparava com o inferno que vivia. Escrevia sobre chuvas que devastavam tudo, mais também escrevia com detalhes as cores do arco-íris. Escrevia o que ouvia, escrevia algumas mentiras. Escrevia ensaios de diálogos que nunca diria e escrevia coisas que nunca ouviria. Escrevia “Te amo’s” como se algum dia os ouviria. Escrevia o amor que não tinha e a falta que isso lhe fazia. Escrevia sobre as estrelas no céu e os nomes que algumas tinham. Escrevia algumas coisas que sabia, outras que inventava. Escrevia sobre um mundo de sonhos, que lhe era negado pela realidade. Escrevia toda compreensão que tinha e a pouca que recebia. Escrevia o que gostava, deixando de fora o que não lhe agradava. Escrevia como seria se fosse bonita, como achava que eram outras cidades. Escrevia onde estava, escrevia pra onde iria. Escrevia como era voar, mesmo que nunca tivesse voado. Escrevia como eram as emoções, sem conseguir fugir do vazio que sentia. Escrevia sobre amizades, mais nunca teve alguém pra dizer “Bom dia !”. Escrevia o que mudava com o passar dos anos e o que esperava dos novos anos que ainda viriam. Escrevia tudo que não vivia. Escrevia, sabendo que ninguém nunca leria. Assim fugia do mundo cruel que vive, tendo alguns momentos de alegria.
+ Alentador   (via coutes)

Aos poucos a gente vai mudando o foco. E o lugar nem te acrescenta mais, você começa a precisar de outros lugares. E de outras pessoas. E de bebidas mais fortes. Nem pensa. Vai indo junto com as coisas.
+ Caio Fernando Abreu.   (via coutes)

Presta bem a atenção: Eu te amo, mas também não sou idiota!
+ Eduarda Oliveira. (via coutes)



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